Ensinamentos do RD Summit para aplicar na sua empresa

|

Ensinamentos do RD Summit para aplicar na sua empresa

Para ter sucesso em um cenário em que a produção de informação tem ritmo exponencial, cada vez mais precisamos buscar conhecimentos em diferentes áreas e conexão com pessoas que tenham habilidades distintas. E quando mais de 5 mil pessoas estão reunidas durante dois dias para compartilhar experiências, o resultado só pode ser um saldo muito positivo para troca de informação e para conectividade.

Assim foi o RD Summit 2016, maior evento de marketing e vendas da América Latina, promovido pela Resultados Digitais, nossa parceira. Depois dessa imersão, o desafio das empresas e dos profissionais que participaram é colocar em prática esse aprendizado – “Don’t call it a dream, call it a plan”. Para ajudar os leitores de nosso blog com isso, preparamos um resumo das principais palestras e 7 ensinamentos para você colocar em prática na sua empresa imediatamente:

 

Validação de personas 

 

Segundo Julio Monteiro Teixeira, “o presente já pertence a um tipo diferente de profissional com um tipo diferente de mente. São pessoas que combinam razão e emoção, que reconhecem padrões de comportamento e que fabricam significado.” Essa nova mentalidade também se reflete na forma de pensar nos clientes e nas estratégias de marketing.

E uma das técnicas mais utilizadas é o uso de personas, que trabalha com uma representação humanizada e estereotipada dos clientes da empresa. E é justamente sobre validação de personas que Julio Monteiro Teixeira, professor doutor do Curso de Design da UFSC tratou em sua palestra no RD Summit 2016, maior evento de Marketing e Vendas do Brasil.

O tema foi: “Criação e otimização de personas a partir de interações no meio digital e de uma base de dados“, a palestra fez parte da trilha de Conteúdo e tratou das seis etapas de validação de uma persona: idealização, interação, aferição, ajustes, predileção e prescrição.

– O Framework de Persona é uma proposta sistemática que orienta o olhar quanto a audiência do negócio por meio desse tipo de mentalidade. Pois, combina a criatividade com a precisão das ciências exatas, especialmente por meio do reconhecimento de padrões – explica o professor e designer.

Os passos foram estruturados e aprimorados nos últimos anos em consultorias, projetos e aulas e testado no início de 2016 por Julio Monteiro Teixeira, que também já foi consultor de projetos da Tekoa, com base na análise de dados do site e na didática desenvolvida em sala de aula. Após a verificação, este método continua sendo utilizado na Tekoa e produzindo ótimos resultados.

Na palestra do RD Summit foram mostrados detalhes e a importância da validação de personas para uma estratégia de marketing digital, tanto para otimizar o processo, quanto para melhorar resultados. Ao final, um estudo de caso foi apresentado para exemplificar os principais passos dessa validação.

 

 A sustentabilidade do ser, por Martha Gabriel

 

O evento era sobre marketing digital e vendas, e a palestra de abertura do segundo dia sobre “A sustentabilidade do ser”. Num primeiro momento, um assunto sem um vínculo direto com o tema principal do RD Summit.

Mas ao longo da admirável fala de Martha Gabriel a conexão da palestra com o evento ficou clara. Martha falou sobre as quatro dimensões essenciais para alcançar a felicidade. A conexão: felicidade é essencial em qualquer área, inclusive em marketing e vendas.

“Ser sustentável é durar”, esse foi um dos primeiros recados de Martha. E para que as pessoas possam viver bem (durar) é necessário ter equilíbrio em quatro dimensões: física, mental, espiritual e ética.

1. Física: cuidar do corpo é importante

 

A palestrante falou inicialmente sobre como as pessoas estão cada vez mais estressadas, trabalhando mais e cuidando menos do corpo. E saúde é o primeiro passo para ser sustentável e feliz. Martha utilizou seu próprio exemplo: ela trabalha muito, dorme pouco, está sempre conectada.

“Eu sou uma worklover, não workaholic”, defende-se. Mas apesar de amar o que faz, o corpo sentiu. Há pouco tempo Martha teve um infarto. Ela conta toda faceira que sobreviveu!! Diz que o fato acendeu o alerta para cuidar mais de sua saúde.

2. Mental: mente sã, corpo são

 

Martha citou um estudo realizado por pesquisadores de Harward, que acompanharam pessoas ao longo de 65 anos. Ao fim do trabalho, os estudiosos chegaram à conclusão de que as pessoas mais felizes foram aquelas que tinham bons relacionamentos.

Outro ponto importante para estar bem na dimensão mental: autoconhecimento. Martha explicou que durante a vida nos acostumamos a fazer muitas coisas por pressão da sociedade, e ao passar por um processo de autoconhecimento entendemos melhor o que nos faz feliz. “Pessoas que se autoconhecem são mais autênticas e interessantes”, disse a palestrante.

Também sobre a questão da pressão da sociedade nas pessoas, Martha citou uma frase do budismo que é essencial para a felicidade na dimensão mental: “A expectativa é a raiz de toda a mágoa”. Quando criamos expectativas, as chances de nos decepcionarmos são grandes.

No trabalho, a relação com o mental é exercer uma atividade que lhe traga diversão. Trabalhar sem se divertir causa síndrome de ansiedade. Ter diversão no trabalho muda o comportamento e alivia o estresse.

Ainda na dimensão mental: “Você é o que você pensa”! É a cabeça que comanda o restante, portanto, pense positivo.

 

3. Espiritual: tenha um propósito

 

A dimensão espiritual está além de você, é ter um propósito. Segundo a palestrante, um propósito deve ser necessariamente algo de que o mundo precisa, que outras pessoas necessitam. Não é algo egoísta, é para os outros.

E para ajudar outras pessoas, Martha explicou que primeiro você precisa identificar qual o seu propósito. Ela utilizou uma analogia com os procedimentos de segurança de um avião. Se as máscaras de oxigênio caírem, primeiro você coloca a sua e depois ajuda os outros. Com o propósito funciona na mesma lógica: primeiro você tem o seu, depois ajuda outras pessoas.

 

4. Ética: fazer o que é certo

 

Fazer o que é certo é garantir a sustentabilidade dos relacionamentos. E como vimos na dimensão mental, ter bons relacionamentos é essencial para ser feliz. A palestrante citou um estudo sobre felicidade que aponta que: 50% de nossa felicidade está associada ao nosso DNA, outros 10% às circunstâncias em que estamos e 40% está relacionado às nossas atitudes. Fazer o que é certo é essencial.

Para ter sustentabilidade do ser, finalizou Martha, é importante buscar o equilíbrio entre as quatro dimensões.

 

 Os embaixadores da marca para muito além do branding

 

Transformar os consumidores em embaixadores da marca é uma estratégia de branding já bem conhecida e almejada. A ideia é encantar os clientes a ponto de eles defenderem a sua marca e fazerem uma divulgação das vantagens do seu produto ou serviço sem qualquer custo à empresa. Pense em negócios como Apple, Netflix, Uber e Nubank. O quanto você lê de conteúdos produzidos pela marca e o quanto vem dos próprios consumidores?

Mas o diretor global da americana MongoDB tem uma proposta mais ampla para esses fãs da sua marca: utilizar essa vontade e disposição para falar sobre e com o seu negócio em conteúdo qualificado. Essa foi a defesa de Mat Rider em sua palestra no RD Summit 2016.

Segundo o especialista no mercado digital, esses “advogados da marca” são aquelas pessoas que costumeiramente escrevem reviews positivas sobre os produtos da sua empresa em blogs especializados, que têm uma participação ativa nas suas mídias sociais ou que frequentemente entram em contato com a sua empresa por meio de sugestões, promoções, etc.

 

Vantagens de incentivar a produção de conteúdo por embaixadores da marca

 

“Se eles já estão escrevendo por livre e espontânea vontade, por que não capitalizar nisso?” Essa é a justificativa do modelo da MongoDB que trouxe o experimento para dentro do seu negócio. Ao convocar os embaixadores da marca para escrever posts de blog, reviews e comentários em fóruns, a empresa viu seu número de leads qualificados aumentar sem novas demandas de funcionários ou aumento de trabalho interno.

– Essa é uma maneira de você pensar em como escalar a produção de conteúdo da sua empresa de maneira financeiramente sustentável e que fala diretamente com as dores da sua persona. Afinal, quem pode saber melhor quais as dores e frustrações diárias do seu cliente ideal do que ele próprio? – explica Rider na palestra.

Essa também é uma boa maneira de arejar a biblioteca de temas quando a sua empresa sente que está chegando a um estágio de saturação de conteúdo.

Outra razão para investir nessa ideia é o fato de que as pessoas normalmente estão mais dispostas a ouvir comentários e ler reviews de outras pessoas do que de empresas – mesmo daquelas das quais elas gostam. Cinco estrelas em um post de blog da Magazine Luiza tem uma percepção. Já cinco comentários positivos logo abaixo do produto no e-commerce têm outra bem diferente (e potente).

Mas você também pode considerar em promover os embaixadores da sua marca como parte de uma ação de pós-venda, na qual eles se sentem valorizados e encantados com o reconhecimento feito pelo seu negócio.

 

Como incentivar essa produção de conteúdo?

 

Os conteúdos produzidos por embaixadores da marca podem ser pensados para todos os estágios da jornada de compras. Por exemplo: compartilhamento de posts nas mídias sociais deles próprios (aprendizado e descoberta), blog e guest post (reconhecimento do problema), conversas em fóruns (consideração da solução), reviews em blogs especializados (decisão).

Para isso, é interessante fazer um mapeamento de quais dos seus seguidores podem se tornar embaixadores. Esse processo pode ser o mais demorado, mas lembre-se de não restringir o número nesta etapa, afinal, eles não terão a obrigação de escrever para você e pode ser necessário um número maior para garantir uma produção constante.

O incentivo à essa produção de conteúdo especializado e qualificado pode ser feito de várias maneiras: com brindes (como camisetas, post-its), pontos em programas de fidelidade da marca, acesso a áreas restritas dentro do site com informações exclusivas, entre outros.

Mas jamais permita que esse pagamento seja feito de forma monetária. Isso diminuiria a credibilidade do seu programa perante outros consumidores.

 

Como a neurociência explica a sua (falta de) produtividade

 

Como está a sua produtividade hoje? Você conseguiu realizar tudo o que tinha se comprometido no início da manhã? Ou você teve a sensação de que muitas tarefas necessárias se perderam em meio a incontáveis estímulos e distrações? Se a resposta não foi das melhores, saiba que você não está sozinho.

Mas não adianta nada culpar apenas a tecnologia, muitas vezes taxada de grande vilã da concentração e produtividade na era atual. Para a neurociência, as barreiras entre o máximo da nossa performance e o que realmente entregamos têm raízes bem mais plurais e profundas.

As palavras que utilizamos para descrever situações, por exemplo, têm uma grande influência sobre como sentimos e lembramos daquela ocasião. Isso porque a parte do nosso cérebro que processa as memórias também é o local onde acontece a interpretação das nossas emoções: a amígdala cerebelosa. Tratar uma reunião de investidores com palavras como “desafiador” e “estimulante” ao invés de “assustador” e “perigoso” já ajuda a acalmar a amígdala e interromper uma associação que só irá piorar a situação.

Outro empecilho pode ser a falta de um processo de aprendizagem eficiente que leva em conta as quatro etapas neurológicas de cognição: a aquisição de dados, informação, o conhecimento e o saber.

Para o sócio da consultoria Crescimentum e palestrante da edição de 2016 do RD Summit, Paulo Alvarenga, a resposta para o quanto a sua performance pode melhorar quando você utiliza a neurociência fica bem definida em uma simples equação:

 

Performance = Potencial – Interferências mentais

 

Essa equação se torna mais clara ao analisarmos que a cada interrupção em uma atividade, levamos cerca de 23 minutos para retornar completamente o que estávamos fazendo. Justamente por isso o conceito de mindfulness tem saído das sessões de meditação e bem-estar para se inserir cada vez mais no ambiente corporativo.

O mindfulness, ou atenção plena, é um mecanismo mental para garantir que você esteja 100% focado, presente e voltado para uma atividade única – ele atua nas técnicas e hacks de concentração até exercícios de respiração. Através dele você aprende a bloquear pensamentos, sentimentos, sensações e estímulos externos no momento em que está fazendo uma atividade que exija atenção. Ou seja, ele rechaça a ideia de que você consegue performar bem em diversas ações simultâneas.

 

A neurociência e os níveis neurológicos

 

A neurociência não só explica como a sua mente funciona, mas também como você pode alterá-la para se tornar mais produtiva e eficiente. Além do processo de mindfulness que já foi comentado, é importante atentar para os diferentes níveis neurológicos e como eles influenciam suas ações.

Alvarenga comenta que nossos níveis neurológicos são divididos em cinco: 1) Ambiental, 2) Comportamental, 3) Capacidade, 4) Crença e Modelos Mentais, e 5) Identidade. O grande problema é que quando queremos mudar algumas situações que nos deixam desconfortáveis, como ambientes de trabalho tóxicos ou aquela competitividade ruim com outros colegas no ambiente de trabalho, nos focamos em alterar o nível neurológico errado.

Níveis neurológicos

Normalmente nos concentramos em ações entre o ambiental e o comportamental – chamadas de mudanças remediativas. Exatamente por isso que pessoas que mudam de emprego por problemas ambientais normalmente não se sentem totalmente plenas no próximo emprego – nem no próximo, nem no próximo. A mudança foi muito superficial.

O mesmo vale para motivação no ambiente de trabalho. Deixamos muito desse quesito na mão de terceiros e esquecemos de olhar nossa capacidade ou até mesmo os nossos valores em relação à entrega e ao comprometimento. E acreditamos que para nos motivarmos mais precisamos de um novo ambiente de trabalho ou de outra função.

As maiores mudanças acontecem quando nos fazem refletir sobre nossos modelos mentais, que influenciam diretamente a nossa personalidade. Alvarenga chama este estágio de mudança evolutiva e afirma que elas são mais perenes porque questionam diretamente o significado das ações que estamos tomando e colocam em xeque nossas crenças e valores.

 

O que você pode fazer para melhorar o engajamento nas mídias sociais da sua empresa

 

Ter canais de mídias sociais ativos deixou de ser um diferencial competitivo há bastante tempo. Hoje é fundamental para as empresas de todos os setores e portes terem plataformas que auxiliam na promoção de conteúdo, na comunicação direta com os consumidores e no reconhecimento da marca. Mas uma das grandes dificuldades dos gestores é saber como medir a performance dessas estratégias, uma vez que muitas não trazem resultados concretos e são conhecidas como “métricas de vaidade”. Esse é o caso de curtidas na página e nas postagens, comentários etc.

No entanto, a curva de crescimento de curtidas de uma página no Facebook pode ser uma métrica interessante sim – especialmente se o objetivo da ação é brand awarness. Mas o consenso entre especialistas da área, inclusive do palestrante do RD Summit 2016 Rafael Terra, CEO da Fabulosa Ideia, é que a melhor maneira de medir a validade das suas ações nesta área é avaliar o engajamento nas mídias sociais como um todo.

E diferente do que muitos pensam, engajamento não é baseado em achismos de “está bom” ou “está ruim”. Ele é calculado pela fórmula:

 

Nº de likes + comentários + shares x   100 = taxa de engajamento

total de fãs da página

 

E eles são analisados com base em dados do próprio Facebook. De acordo com a plataforma, pode ser considerada uma boa taxa de engajamento nas mídias sociais os valores que estão dentro destes parâmetros:

 

15 dicas para melhorar o engajamento nas mídias sociais

 

Uma vez que você começa a conhecer o real engajamento da sua marca, inicia-se também a inquietação para melhorar os números associados às suas estratégias, não é mesmo? Em sua palestra, Rafael Terra deu 50 dicas para melhorar o engajamento nas mídias sociais, mas separamos 15 que julgamos ser os mais importantes para começar a nortear as suas otimizações.

 

1. Tudo começa em casa:

 

Curtidas de funcionários, parentes e amigos pode parecer que mascaram seu engajamento com os consumidores da sua marca, mas são essenciais para melhorar a sua taxa com o Facebook e, assim, aumentar o alcance orgânico das suas postagens.

 

2. Direcione as suas postagens:

 

Várias mídias sociais disponibilizam opções de direcionamentos pagos e gratuitos. No Facebook, por exemplo, as suas postagens aparecem de forma orgânica para algo entre 2% e 4% do seu número de fãs. Direcionar o post de acordo com o conteúdo ajuda a garantir que ele chegará para quem realmente vai interagir com a publicação.

 

3. Desperte emoção:

 

Pesquisas mostram que momentos e situações que guardamos por mais tempo normalmente estão associadas a uma emoção forte que sentimos naquele momento. E para se tornarem memoráveis as marcas podem (e devem) investir em conteúdos com sentimentos como carinho, compaixão, humor, surpresa etc.

 

4. Conteúdos de “How to”:

 

No YouTube, os vídeos mais procurados são no formato “Como fazer” e isso se reflete em outras mídias também. Empresas que criam bons tutoriais para seus produtos ou conteúdos relacionados à sua área têm uma aceitação maior e, consequemente, um engajamento melhor.

 

5. Aproveite os movimentos da mídia:

 

Tópicos que estão no centro de movimentos midiáticos são excelentes para engajar seguidores. Por exemplo: empresas que investiram em conteúdos ou peças publicitárias relacionadas a Pokémon Go, Olimpíadas, o famoso power point da coletiva da PF na acusação de Lula na Lava Jato, Master Chef, o meme “senhora, senhora” entre dezenas de outros tiveram bons resultados e mais chances de curtidas e compartilhamentos. No entanto, timming é a palavra de ordem aqui!

 

6. Inove. E divulgue isso!

 

As pessoas curtem páginas de empresas também porque se interessam pelos produtos daquela marca. Quando a sua empresa promove uma inovação é imprescindível divulgá-la também nas mídias sociais para atingir esse público.

 

7. Mostre pessoas e histórias reais:

 

Apesar de atores e celebridades chamarem a atenção, as pessoas se conectam mais com histórias de pessoas comuns (funcionários, consumidores, outras pessoas).

 

8. Venda possibilidades e não produtos:

 

Mostrar seu produto fora de contexto não tem um bom engajamento nas mídias sociais. Se você quer divulgar seu produto ou serviço, fracione as possibilidades de uso dele e as divulgue. O exemplo dado por Terra foi o de uma loja que queria lançar uma jaqueta. Ao mostrar essa peça em um card com três diferentes combinações, a marca teve mais sucesso do que apenas mostrando uma foto da jaqueta.

 

9. Conteúdos offline potencializam conteúdos online:

 

O meio digital e o físico estão cada vez mais conectados. Ações de marketing fora da rede influenciam diretamente o que acontece no meio dos bits porque ainda têm uma capacidade de alcance bastante grande.

 

10. Invista em legendas criativas:

 

As legendas são essenciais para contextualizar as imagens e para chamar mais atenção dos leitores. No Facebook é até mais interessante que elas estejam na própria imagem. Já no Instagram as legendas são melhores fora das fotos e podem até ser mais longas.

 

11. Pessoas amam bastidores:

 

Mostrar os bastidores da sua empresa é uma das melhores estratégias de branding. Isso humaniza os processos e faz as pessoas se conectarem com as atividades e funcionários. Você com certeza já ficou alguns segundos olhando uma foto do escritório do Google e pensando como é o dia a dia lá, certo? Para isso, a sua empresa pode investir em fotos de eventos, dia a dia ou até mesmo lives ou histórias no Facebook, Instagram ou Snapchat.

 

12. Valorize seus consumidores utilizando os conteúdos que eles produzem:

 

Imagens postadas com produtos e soluções da sua marca, depoimentos de clientes satisfeitos, comentários e apontamentos. Tudo isso é produzido por seus consumidores todos os dias gratuitamente e devem ser aproveitado pela sua empresa. Além de engajar outras pessoas, essa ação também funciona como um pós-venda interessante por valorizar o seu consumidor.

 

13. Resposta e personalização em cada comentários:

 

As mídias sociais são canais primeiramente voltados para comunicação. E isso deve ser um pré-requisito na hora de administrar uma página em qualquer uma das mídias. Mas a dica de Terra é esperar três a quatro horas antes de responder, para dar um novo boost na postagem.

 

14. Aposte no design para humanizar sua marca:

 

Imagens, cores e formatos têm uma capacidade incrível de trazer as marcas mais próximas das pessoas. Aposte nisso para humanizar as suas postagens e melhorar o engajamento das suas mídias.

 

15. Multimídia, sempre.

 

Cada vez mais as pessoas buscam conteúdos diferenciados e que chamam sua atenção. Mas cada consumidor é estimulado por um formato diferente. Por isso, garanta que suas postagens possuam uma coletânea de imagens, infográficos, vídeos, cards, textos etc.

 

Para saber mais sobre as mídias sociais confira nosso infográfico sobre as sete principais plataformas e como elas podem ajudar a sua empresa a decolar!

 

Como otimizar landing pages com design direcionado para atenção

 

A atenção é um recurso mental limitado. E é justamente nisso que você deve pensar quando for criar uma landing page. Assim você conseguirá otimizá-la e melhorar a sua taxa de conversão. Muitos pontos de foco, imagens conflitantes com a oferta ou mais de uma decisão a ser tomada são fatores que diminuem a taxa de atenção das suas landing pages e podem significar algumas centenas de reais sendo desperdiçadas para converter visitantes em leads. Esse é o principal ensinamento da palestra do cofundador da Unbounce, Oli Gardner, no RD Summit 2016.

 

O que é taxa de atenção e como ela influencia a sua landing page

 

A taxa de atenção é a relação entre o número de ações que você pode fazer em uma página e quantas você realmente deveria fazer. Por exemplo, se na sua landing page possui seis links/calls-to-action, você tem uma taxa de atenção de 6:1, ou seja, sua capacidade de decisão está fracionada em seis partes.

Para ações de marketing o ideal é que essa taxa seja de 1:1, assim o visitante não tem dúvida do que precisa fazer e a sua atenção fica concentrada em apenas uma ação: converter.

Em um experimento conduzido pela Unbounce, foi verificado que ao melhorar a taxa de atenção a taxa de conversão seguia o mesmo caminho. Em uma LP com 10:1, a conversão foi de 5,86%. Quando esse número de distrações foi reduzido para 3:1, a taxa de conversão subiu para 10,32% e chegando em 1:1 ela ficou em 13,80%. Ou seja, mais do que o dobro de conversões apenas ao eliminar as distrações na página.

Mas essa regra não é escrita em pedra. Para Gardner é possível, sim, ter mais de uma ação possível em uma landing page otimizada. Mas para isso ela deve se encaixar em um de três casos:

 

1. Múltiplos botões que levam para a mesma ação:

 

Em landing pages mais longas ou que exijam mais informações, você pode colocar mais de um call-to-action, mas eles devem necessariamente ter a mesma finalidade e levar para o mesmo local. Por exemplo, três call-to-action diferentes na sua LP são para fazer o download de um trial do seu software.

 

2. Manter os links-âncoras da navegação:

 

Essa dica já é mais controversa, mas ela se baseia na ideia de que os links-âncoras como home, blog, quem somos nós e etc. não interferem tanto na taxa de atenção dos visitantes. Eles devem ser mantidos especialmente se isso não significar que a pessoa será encaminhada para uma outra página, mas apenas deslizará para um momento mais abaixo dela.

 

3. Regras e condições de uso:

 

Colocar um link para aquela famigerada página de regras e condições de uso não é algo que atrapalha sua taxa de atenção. Se o visitante for clicar nesse link é porque ele está realmente interessado no seu conteúdo e irá converter. O importante é lembrar de configurar para que esse link abra em outra aba.

 

23 preceitos de design direcionado para atenção para otimizar landing pages

 

Três conceitos básicos devem permear todas as landing pages otimizadas: contexto, clareza, e design.

O contexto se refere à escolher imagens e cores que tenham relação direta com o que se está ofertando. As pessoas devem ser capazes de identificar em segundos o que a sua landing page está oferecendo e as imagens que você escolhe para ilustrá-la influenciam diretamente nessa capacidade. De nada adianta colocar a imagem do Reynaldo Gianecchini em uma LP de um curso de inglês. Quem não acompanhou outras peças publicitárias não irá associar as duas informações e sua taxa de conversão será reduzida.

Já a clareza trata diretamente a hierarquia de informações na sua página. O seu título e subtítulo estão bem posicionados? A sua oferta está em destaque e realmente compreensível? Os benefícios chamam mais atenção do que a oferta? Em síntese, ao ver a sua página por cinco segundos, um visitante deve ser capaz de dizer com precisão o que é que você está ofertando.

Mas, na palestra do RD Summit, Oli Gardner focou mais nas questões de design para otimizar landing pages e garantir que elas convertam cada vez mais.

preceitos de design

 

Dos 23 preceitos, gostaríamos de destacar cinco:

   Direção: é o menos sutil dos princípios, mas também um dos mais eficazes. Setas e olhares de pessoas em fotos são excelentes maneiras de chamar a atenção e direcionar seus visitantes para a ação que você quer que eles façam.

   Dominância: a dominância nada mais é do que deixar claro qual é a informação mais importante da sua página. É hierarquizar os elementos (através de tamanhos, formatos, cores, molduras) para que os mais importantes se destaquem.

   Destaque: marcações de negrito, sublinhadas ou até destacadas como um marca texto são exemplos de como conduzir uma atenção seletiva. Mas lembre-se de que o destaque não deve passar de mais de 10% da sua página.

   Distração: como já mencionamos, muitas informações na mesma página são responsáveis por afetar a taxa de atenção e prejudicar a conversão da sua LP. Use as landing pages apenas para uma função. Não é nada ruim ter 100 LPs, contando que cada uma delas tenha uma função e não seja de fácil distração.

   Contraste: uma mudança de cor dentro dos padrões da página é chamativa e eficiente quando se trata melhorar a conversão de calls-to-action. Aposte nisso.

 

Certamente não é necessário utilizar todos os princípios em uma mesma landing page, mas é interessante testar diferentes maneiras de captar a atenção dos visitantes. Promova Testes A/B para avaliar quais são mais eficientes para as LPs da sua empresa e veja o número da sua base de leads escalando!

 

Neuromarketing e consumo

 

Marcas se relacionam com pessoas criando momentos memoráveis, gerando emoções. Quais sensações e emoções sua empresa está despertando nas pessoas? O que você tem feito para ser lembrado pelos consumidores? Essas foram algumas das provocações feitas pelo especialista Fernando Kimura, na palestra Neuromarketing: compreendendo o inconsciente do consumo, no RD Summit 2016.

Kimura destacou a importância de entender o consumidor e o funcionamento do cérebro para planejar e executar ações de marketing que tenham forte impacto no público. Para quem perdeu a palestra – pois estava em alguma outra entre as dezenas de ótimas opções do evento – ou para quem não pôde participar do RD Summit 2016, fizemos um breve resumo com insights para ganhar a atenção e o coração dos consumidores:

 

1. Memórias são criadas por emoção ou por repetição

 

Emoções fazem com que nosso cérebro se lembre com mais facilidade das coisas. A maioria das pessoas tem a memória, por exemplo, do que estava fazendo no fatídico 11 de setembro, quando as torres gêmeas foram atacadas. Foi um evento que causou fortes emoções em todo o planeta. Com as marcas, a lógica é a mesma: se a comunicação causar fortes emoções (preferencialmente positivas), a marca será muito mais facilmente lembrada pelas pessoas.

A segunda forma de criar memórias é a repetição. Kimura deu dois exemplos da publicidade brasileira. Nas palavras do palestrante: “faz sentido a gente saber de cor os ingredientes do Big Mac?! Não faz”. Mas sabemos por repetição. E ele fez a plateia cantar: “Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles num pão com gergelim”. O segundo exemplo é mais recente: “Pi-ra-can-ju-ba”.

 

2. Sobrevivência e reprodução são as forças motrizes do cérebro

 

Kimura explicou que as mensagens das marcas relacionadas aos instintos de sobrevivência e reprodução tocam mais o consumidor. Ao vender o seu produto, explique para seu potencial cliente por que sua solução é essencial para a sobrevivência dele no mercado e para que ele possa se perpetuar. Diga que ele precisa de você para continuar vivo no mundo dos negócios.

 

3. O cérebro busca padrões pré-determinados. Quebre essa lógica

 

Uma forma de o corpo humano de economizar energia é seguindo padrões pré-determinados. É como se em diversos momentos do dia a pessoa ligasse um piloto automático, sem precisar pensar e refletir muito sobre atividades que faz com frequência. Por isso, para chamar a atenção, é preciso quebrar padrões.

 

Kimura citou o exemplo de Lady Gaga, que em 2010 usou um vestido de carne crua em uma premiação da MTV. Se tivesse usado algo convencional, teria passado despercebida.

 

4. Cérebro racional X cérebro irracional

 

O cérebro racional é responsável por decisões de longo prazo. Ele está associado à leitura, à escrita e à fala. Já o cérebro irracional busca recompensa imediata. Quanto mais informação você dá a uma pessoa, mais próximo você está do racional e mais distante do irracional.

Veja o exemplo: se você vai a diferentes lojas em busca de colchões e cada uma delas lhe oferece diferentes listas das vantagens de comprar naquele estabelecimento, você provavelmente vai comparar as opções e analisar racionalmente. Se você vai a uma loja e o vendedor lhe proporciona a experiência de deitar, de sentir o colchão, provavelmente você ficará muito mais propenso a comprar. O que mais importa é a experiência agradável que você teve, você não precisou de informações e argumentos racionais sobre as qualidades da loja ou do produto.

 

5. Egoísta, visual, emocional

 

Kimura elencou algumas das características do cérebro irracional. A primeira delas é o egoísmo. Nós, seres humanos, em geral pensamos primeiro em nosso umbigo. Por isso a personalização da comunicação ajuda na venda. As pessoas gostam de exclusividade, de se sentir especiais, únicas.

Outro ponto importante: o cérebro valoriza imagens. Comparações de antes e depois são eficientes.

O palestrante falou também sobre os motivos pelos quais as pessoas compram: inclusão, conquista, emoção, necessidade, desejo, status, prazer, inveja e experiência. Motivações, em sua maioria, ligadas a emoções.

 

O futuro do marketing

 

Finalizando a palestra, Kimura sentenciou: o marketing do futuro é das empresas que provocarem emoções nas pessoas.

Sua empresa causa emoções? Sua comunicação é clara na mensagem que quer passar? Faça a reflexão.

 

7 ensinamentos do RD Summit 2016 para aplicar em sua empresa

 

1. Nunca desperdice uma boa crise, a hora de investir é agora!

 

Crises são momentos de oportunidades, você já deve ter ouvido muito falar disso. Em alguns momentos isso até pode parecer discurso motivacional, mas na palestra de abertura do RD Summit 2016 o economista Ricardo Amorim trouxe dados que mostram que o momento de investir é agora mesmo!!!

De acordo com os estudos de Amorim, as crises econômicas nos países, de maneira geral, duram de três a oito anos. O Brasil está no terceiro ano de crise e todas as expectativas de crescimento e desenvolvimento do país caíram. É nesses momentos, segundo o especialista, que a economia tende a surpreender.

“Quando as oportunidades aparecem – e poucas pessoas percebem -, encontramos o melhor momento para investir. Estamos passando por isso agora. Quando todos acharem que é momento, isso quer dizer que o momento passou”, disse ele.

Amorim usou como exemplo as paletas mexicanas. Quando poucas pessoas começaram a investir, fizeram muito sucesso. Em pouco tempo muitos empreendedores acharam que ganhariam com elas e começaram a investir, mas o momento de maior lucro já havia passado.

 

2. Você sabe o que precisa fazer para ter sucesso, não deixe de fazer porque é difícil

 

O recado também foi dado por Ricardo Amorim. O economista lembrou que a crise em geral nos tira da zona de conforto e nos impulsiona a fazer o que precisa ser feito. Este é o momento para investir no seu negócio, não deixe as mudanças que sua empresa precisa guardadas em um planejamento na gaveta ou em uma pasta qualquer do computador. Coloque a mão na massa, mesmo que doa. Mudanças geralmente são doloridas, mas para chegar ao resultado positivo elas são necessárias.

Martha Gabriel, na palestra de abertura do segundo dia de evento, deu um recado na mesma linha contando uma parábola: um mestre chamou seus discípulos, mostrou um vaso chinês de alto valor e disse que o vaso era o problema. Quem resolvesse o problema seria o novo mestre. Um dos discípulos quebrou o vaso. Algumas pessoas questionaram: “mas ele era muito caro”, porém o discípulo foi escolhido como novo mestre. Nas palavras de Martha Gabriel: “não importa o tamanho do problema. Se é um problema precisa ser eliminado”.

 

3. Paciência: a primeira lição do marketing digital

 

Marketing digital não dá resultados do dia para a noite. É preciso ter paciência. A dica é do CEO da Resultados Digitais Eric Santos. Pelo segundo ano consecutivo, o sócio que está à frente da RD mostrou para a plenária o gráfico de acessos do site de sua empresa. A RD tem cinco anos e nos últimos três os acessos no site são uma curva ascendente bastante acentuada.

O que as pessoas não costumam reparar, destaca Eric, é que nos primeiros anos o número de acessos é muito baixo. Foi necessário passar por um período de poucos resultados e ultrapassar o “vale da morte” para então alcançar os resultados excepcionais do marketing digital. Além disso, o CEO da RD destacou a importância de ter metodologia para trabalhar com marketing digital, de integrar ações com vendas e de ter uma cultura voltada para customer success (sucesso do cliente).

 

4. Utilize dados para ter uma estratégia assertiva

 

A utilização de análise de dados para elaborar seu planejamento e para ter ações mais assertivas é cada vez mais necessária. Um exemplo dessa aplicação que foi bastante citado neste ano é o da gigante Netflix, que busca a partir dos dados de visualizações de suas ofertas entender o que mais interessa às pessoas e assim montar suas produções. Stranger Things foi pensado com essa fórmula.

Olhando para esse exemplo, a análise de dados parece uma ação muito distante de pequenas e médias empresas. Mas a palestra do professor Julio Monteiro Teixeira, sobre validação de personas, mostrou que empresas de quaisquer tamanhos podem começar a usar os dados a ser favor. Você utiliza RD Station, por exemplo? Quem está analisando os dados que você armazena no RD Station e pensando em melhorias para seu negócio e para seu marketing digital a partir desses dados?

 

5. Marcas de sucesso geram emoções

 

Nossas memórias são criadas por emoção ou por repetição. O cérebro guarda fatos, não números, enfatizou o especialista em neuromarketing Fernando Kimura.

O palestrante falou sobre técnicas que as marcas podem utilizar para gerar emoções nas pessoas e apontou que o marketing do futuro será das marcas que souberem fazer esse trabalho bem feito. Detalhamos as dicas em um post exclusivo sobre a palestra.

 

6. Evite imagens de banco de imagem

 

Somos abordados diariamente por milhões de mensagens de centenas de marcas diferentes. O que a sua marca tem de diferente e que chame a atenção? Para gerar emoções mais fortes busque originalidade. E, nesse contexto, as imagens têm um papel essencial. Imagens de bancos podem ser utilizadas por diversas empresas, não são exclusividade sua.

Diversos palestrantes ao longo dos dois dias de RD Summit falaram sobre evitar banco de imagens e a necessidade de a empresa produzir as próprias imagens. Isso não significa necessariamente fazer um alto investimento em grandes produções fotográficas, mas utilizar imagens que representem o que a sua marca é de verdade e a mensagem que quer passar para seu público.

 

7. Busque equilíbrio para ter sucesso

 

Sentar é o novo fumar. As pessoas estão trabalhando cada vez mais. O mundo está hiperestressado! A tecnologia está diminuindo a empatia entre as pessoas! As frases são da palestrante Martha Gabriel. Apesar da visão inicial negativa, quase catastrófica, Martha é uma entusiasta das tecnologias e se intitula uma worklover, em vez de workaholic.

Porém, mesmo para as pessoas que amam seu trabalho e perdem horas de sono porque estão empolgadas com alguma atividade, ela destaca a importância do equilíbrio entre as dimensões física, mental, espiritual e ética. Tenha bons relacionamentos com as pessoas, busque autoconhecimento, tenha um propósito de vida.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cadastre seu e-mail para receber conteúdos