SEO: o que é e como utilizá-lo no seu site

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SEO: o que é e como utilizá-lo no seu site

SEO. Essa palavra aparece com frequência em qualquer conversa sobre marketing digital. Muitos profetizam que o SEO morreu e outros afirmam que ele nunca esteve tão vivo.

Mas antes de entender o que é SEO, é importante darmos uma olhada rápida em como funcionam as ferramentas de busca, e o Google, mais especificamente, uma vez que ele corresponde a 90% de share do mercado.

O Google possui um sistema de robôs, chamados crawlers, que vasculham link por link na rede (com exceção dos que contêm o código no-follow ou noindex, que são uma indicação para não serem encontrados) para catalogar todas as informações que estão lá e acrescentar na biblioteca do Google, que já conta com 60 trilhões de páginas.

Quando você faz uma busca no Google, o algoritmo da ferramenta avalia entre 200 critérios diferentes quais são os resultados que melhor irão atendê-lo. A ordem dos resultados é definida, em grande parte, por critérios de SEO.

 

Então, o que é SEO

 

SEO, ou Search Engine Optimization, nada mais é do que otimização para ferramentas de busca. São práticas que você pode implementar no seu site para que ele seja melhor posicionado nas páginas de resultados após a busca de um determinado termo.

Mas por que você tem de estar melhor posicionado nesse ranking? Simples: porque quando uma informação é buscada no Google, 80% dos cliques se concentram na primeira página de resultados. Se você for o 11º, ou seja, estiver na segunda página, apenas 20% das pessoas irão encontrar o site da sua empresa.

E se você acha que isso pode ser resolvido a partir de anúncios no Google Ads, saiba que 70% dos cliques em uma página de resultados vão para as buscas orgânicas, porque os consumidores entendem que elas têm mais credibilidade.

Estar mais visível significa estar mais próximo do seu público-alvo, o que se reflete em mais chances de converter o seu visitante em cliente. E aí? Você ainda acha que o SEO morreu?

 

Dicas práticas de SEO para otimizar seu site:

 

Ao analisar as páginas e verificar quais devem aparecer nas primeiras posições, o Google leva em conta três fatores principais: conteúdo, autoridade e experiência do usuário.

 

Conteúdo

 

Antes de mostrar seu site como resultado de uma busca, é feita uma análise se o conteúdo dela corresponde à palavra-chave buscada. Para isso o Google escaneia alguns elementos importantes da sua página. Por exemplo:

Título (Page Title): Elemento mais importante para o Google. Ele deve conter necessariamente a palavra-chave do texto.

Cabeçalhos (Headings): Correspondem aos subtítulos da página e mostram uma hierarquia de informações, ou seja, relevância de cada subtema. São os H1, H2, H3… até o H6.

URL: É o endereço do site na web. Uma boa dica é manter a URL simples e amigável, por exemplo: www.nomedaempresa.com.br/palavra-chave, ou que contenha o título da página.

Palavra-chave: Você deve indicar ao Google qual é a palavra mais importante do seu texto, ou seja, sobre o que ele trata. Falaremos melhor sobre isso ao longo do artigo.

Texto: É o conteúdo da sua página. Ao longo dele devem aparecer a palavra-chave e alguns sinônimos dela. Ele deve ser um conteúdo relevante e de qualidade.

Alt text: É o texto que aparece para o visitante caso a imagem não carregue. O Google entende qual é a informação dessa imagem através desse texto. É interessante que ele também contenha a palavra-chave.

Meta description: É um breve resumo que aparece abaixo do nome do seu site nas páginas de resultado. Ela deve conter as palavras-chaves e garantir ao usuário que neste site ele irá encontrar as informações que procura. No entanto, ela conta apenas indiretamente para o resultado de rankeamento, uma vez que aumenta a taxa de cliques do seu site.

Links internos: Aumente o tempo de navegação dos seus usuários e melhore o conteúdo através de links internos para outros conteúdos relacionados do seu próprio site.

 

Autoridade

 

Uma das principais maneiras de o Google entender que a sua página é mais relevante do que as outras milhares é o número de links externos que você possui. Ou seja, quantas outras páginas citaram a sua e colocaram um link para ela.

No entanto, aqui entra mais o fator qualidade do que quantidade. Isso porque o Google busca também se esse link faz sentido, avaliando o texto âncora do link, e se a página é do mesmo segmento que a sua.

A idade do seu site também é um dos critérios de autoridade da ferramenta.

 

Experiência do Usuário

 

O Google leva muito a sério a experiência do usuário e por isso utiliza esse critério como avaliação para o posicionamento.

Alguns dos elementos avaliados, por exemplo, correspondem à responsividade para dispositivos móveis, se a página tem um carregamento lento, o tempo de permanência do usuário, se o usuário saiu do seu site e voltou a fazer uma busca, porque isso é um indicativo que você não encontrou as informações pelas quais buscava.

Uma boa ferramenta para avaliar a experiência do usuário no seu site é o PageSpeed Tools do próprio Google e o ScreamingFrog.

 

Black hat e outras práticas ruins de SEO para não fazer no seu site

 

Como falamos anteriormente, estar na segunda página é um empecilho para os objetivos de marketing da sua empresa. Mas para conquistar esses suados primeiros lugares na página de resultados vale tudo? Para o Google, não.

Por isso, desde 2004, começou a se popularizar o termo black hat SEO, que fala das técnicas utilizadas para burlar os crawlers do Google (os robôs que escaneiam todos os sites da web) e forçar resultados melhores sem pensar na qualidade do conteúdo ou na experiência do usuário.

Em síntese, o black hat aproveita algumas brechas nos algoritmos usados pelo Google para avaliar os mais de 200 critérios de ranqueamento e os forja de forma fraudulenta.

 

O que é considerado black hat

 

O Google utiliza robôs para encontrar, indexar e classificar seu site. Apesar de não deixar claro todos os critérios usados nestas etapas, algumas diretrizes gerais são de conhecimento público e amplamente empregadas por agências e profissionais de marketing. Por exemplo, o uso de palavras-chave nos textos, títulos e meta description.

Segundo a cartilha de diretrizes gerais do Google, algumas técnicas que também se baseiam em palavra-chave são consideradas ilegais pela ferramenta. E as punições podem variar de queda no ranqueamento (saltando para a quinta ou sétima página de resultados) como banimento total dos resultados de pesquisa.

Separamos algumas ações que o Google afirma ser black hat. No entanto, a gigante da tecnologia garante que os critérios são ainda mais amplos e que fatores ainda não relacionados podem ser enquadrados como black hat e sofrer punições.

Conteúdo copiado ou com quase nada original

Cloaking: é uma técnica que permite mostrar conteúdos diferentes para os visitantes e para os robôs de indexação do Google em uma mesma URL. Para os mecanismos de busca, a página tem uma otimização perfeita. Já para os visitantes o conteúdo é diferente e normalmente é mais baseado em imagens do que em textos.

Doorways: consiste na criação de dezenas de páginas com quase nenhum conteúdo, mas otimizadas, apenas para que sejam utilizadas como links externos para um site em questão.

Links ou textos ocultos: esta técnica consiste na colocação de textos otimizados, mas que não ficam à mostra para os visitantes. Isso pode ser feito por meio de sobreposição de camadas ou display none no CSS, por exemplo. A ideia é que apenas os buscadores do Google vão encontrá-lo e, assim, ranquear melhor a página.

Palavras-chave irrelevantes ou que não condizem com o conteúdo da página

Keyword stuffing: uso excessivo de uma palavra-chave em uma determinada página. O Google entende que quando você utiliza várias vezes a palavra-chave, tem um conteúdo mais denso. No entanto, se isso é feito exageradamente é considerado um black hat.

Spam em fóruns e blogs: é a colocação de links para o seu site em fóruns, blogs e listas de discussão que não têm relação alguma com a sua página. Normalmente esta técnica é realizada de forma automática por um script pré-formatado.

Ser pego burlando os mecanismos de buscas e ser penalizado por isso não é algo tão incomum nem mesmo reservado a sites iniciantes. Em 2006, a BWM alemã teve o endereço bloqueado dos resultados de buscas por utilizar técnicas de doorway – como vimos anteriormente, criar páginas que mostram um conteúdo para os crawlers e outro para os visitantes.

Em um episódio mais recente, o Decolar.com foi penalizado e retirado da ferramenta de buscas porque em cerca de três meses conquistou milhões de links externos para a sua página – ação considerada duvidosa pelo Google.

 

A importância da palavra-chave

 

Palavra-chave é a principal palavra ou pequena frase que descreve o tema do seu texto ou página. É o termo que os mecanismos de busca, como o Google ou Bing, utilizam para encontrar seu conteúdo em meio a tantas páginas da internet.

Elas são essenciais na criação de uma estratégia de SEO. Escolhê-las e utilizá-las corretamente pode fazer a diferença entre o seu conteúdo aparecer bem no ranking de busca ou não.

Percebeu qual a importância da palavra-chave em um texto para blog? Agora vamos te mostrar algumas dicas básicas para fazer a escolha das melhores palavras-chaves e como utilizá-las.

 

Como escolher a palavra-chave certa para o meu negócio

 

Antes de escolher qualquer palavra-chave você deve levar em consideração quatro fatores importantes: a persona da sua empresa, a jornada de compra, o volume de buscas e a relevância para o negócio.

Persona: as palavras-chave dos seus conteúdos devem estar adequadas às necessidades da persona da sua empresa. Pense sempre se aquela palavra ou termo realmente estaria na busca da sua persona, se ela iria resolver alguma dúvida ou dor dela.

Uma persona que busca conteúdo sobre marketing digital não iria buscar “software de gestão financeira”, certo? Entender como seu público faz as buscas ajudará você a identificar qual termo utilizar para alcançar não só o maior número de pessoas, mas sim as pessoas certas. 

Jornada de compra: dependendo do estágio na jornada de compra, o leitor irá buscar de uma maneira diferente determinado termo ou expressão. Por exemplo, ainda na fase de aprendizagem a busca pode ser feita por “tênis de corrida”. Já de consideração da solução pode ser “benefícios do tênis de corrida da marca X”.

Os primeiros estágios tendem a concentrar palavras-chave mais abrangentes de conceitos, dicas e definições. Já os últimos focam em termos mais específicos (cauda longa), vantagens, cases ou até opiniões.

Volume de buscas: antes de dispor tempo e dinheiro para a criação de um conteúdo, é importante garantir que esse tema realmente tem sido procurado nos motores de busca. Você pode verificar isso no Keyword Planner ou no Keyword Tool, por exemplo.

Relevância para o negócio: o quanto essa palavra-chave realmente trata sobre algo que você pode oferecer para o seu cliente ou que tenha relação com o negócio da sua empresa?

De nada adianta aumentar muito o tráfego orgânico se os visitantes não irão se identificar com o seu conteúdo. Eles irão apenas aumentar a taxa de rejeição do seu site. É melhor buscar visitantes mais qualificados nesses casos.

 

Palavras-chave de cauda curta x cauda longa

 

As palavras-chave de cauda curta, ou head tail, são aquelas de uma ou duas palavras que representam normalmente um segmento inteiro, são genéricas, sem detalhamento. Por exemplo: roupa feminina, software de marketing, delivery em São Paulo. Elas possuem os maiores volumes de busca. Ou seja, são nessas que você deve focar, certo?

Errado.

Exatamente por serem muito abrangentes, elas são muito disputadas por diversas empresas do mesmo segmento e mais difíceis de conseguir um bom posicionamento. A concorrência é muito grande. Além disso, elas não trazem visitantes qualificados.

Já as palavras-chave de cauda longa, ou long-tail keywords, são formadas por três ou mais palavras que criam uma frase pequena. Elas correspondem a uma busca mais personalizada e focada, o que normalmente é gerada por um visitante qualificado. Tem uma concorrência menor pelo posicionamento e, por isso, é possível ver resultados em pouco tempo de trabalho.

Esse termo foi criado por Chris Anderson, que afirma que as compras e acessos a conteúdos de nichos específicos podem ultrapassar a quantidade de procura por itens genéricos e mais famosos.

 

Conheça as ferramentas que ajudam a escolher a palavra-chave

 

Keyword Planner

Ferramenta do Google que faz parte do Ads, plataforma para gestão de anúncios. Nela é possível avaliar o volume de busca de uma palavra-chave e receber sugestão de outras palavras-chave semelhantes à que você procurou.

Os dados podem ser exportados em planilha. A ferramenta é gratuita.

Übersuggest

Essa plataforma é ideal para obter dicas de sugestões de outras palavras-chave. Ao digitar um termo, ele indica outras possibilidades relacionadas a ela. Você pode restringir a sua pesquisa por idioma e mídia (vídeo, foto, texto). A ferramenta é gratuita.

Google Trends

O Google Trends é um excelente meio no qual você pode buscar dicas de temas que estão sendo procurados nas ferramentas. Você pode filtrar os termos por região, idioma ou período de tempo, comparar o volume de busca e ver a sazonalidade de alguns termos.

Essa ferramenta também é gratuita.

Keywordtool.io

Essa plataforma sugere palavras-chave de cauda longa baseado em um termo que você inserir. Ela analisa o autocompletar do Google, aquela ferramenta que mostra sugestões de temas enquanto você ainda está digitando.

Para análise de volume de busca, CPC e informações de preço de palavra, é necessário contratar a versão paga.

Semrush

O Semrush oferece um relatório de tendências de buscas que podem ser utilizadas como base para palavras-chave. Ela também te oferece informações de mercado interessante. Por exemplo, é possível ver quais sites aparecem nos resultados do Google para uma determinada palavra-chave, quais foram as palavras que mais converteram, a sua posição com uma palavra-chave específica e a de seus concorrentes.

 

Onde eu devo colocar minha palavra-chave

 

Agora que você já sabe qual a importância da palavra-chave em um texto para blog e como escolhê-la, chega a hora de você saber onde posicioná-la.

Tornar a palavra-chave natural em meio ao texto vai ficando mais fácil com a prática, mas no início se concentre em garantir que ela esteja no título do site (ou da página específica), na descrição do post e associada às imagens que você colocar no texto.

Em um texto de blog, ela deve aparecer no título, no primeiro parágrafo e no primeiro subtítulo. Ao longo do texto é interessante você encaixar a palavra-chave quantas vezes conseguir, mas sempre atento para que – antes de tudo – o conteúdo flua naturalmente. Lembre-se: o conteúdo predomina.

O trabalho de SEO é árduo, mas traz resultados importantes para o seu negócio. Investir nele ainda é uma das maneiras mais eficientes de reduzir o seu Custo para Aquisição de Cliente (CAC) e aumentar a relevância do seu site no meio digital. Vamos começar a implementá-lo?

 

As principais ferramentas de bi

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