Realidade virtual e realidade aumentada: o que elas podem fazer pela sua estratégia de marketing?

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Realidade virtual e realidade aumentada: o que elas podem fazer pela sua estratégia de marketing?

Os consumidores não querem mais apenas comprar produtos. Eles querem passar por experiências, sentir e se encantar pelos produtos que consomem. E isso torna a vida dos profissionais de marketing incrivelmente mais complicada.

A boa notícia é que as tecnologias disponíveis hoje estão trazendo novas possibilidades de aplicação e encantamento de clientes. Isso, associado ao fato de que cada vez é mais barato adquirir tecnologias e criar em cima de plataformas mobile, faz com que as propostas registrem aumento, assim como os acertos.

Neste contexto se inserem o uso de realidade virtual e realidade aumentada como instrumentos de uma criativa estratégia de marketing. De games, passando por imobiliárias, exposições artísticas e venda varejista, tudo tem vez em um mundo digital, mas também muito ligado ao real. A inovação permite que o cliente entre em contato direto com os produtos ou serviços oferecidos e lidem com eles de maneira interativa.

Para entender melhor como essas estratégias podem se inserir no processo de engajamento dos seus clientes, confira alguns bons exemplos do uso de realidade virtual e realidade aumentada pelo departamento de marketing das empresas.

O que é realidade virtual?

A realidade virtual é uma imersão completa em um ambiente 3D. Ela é possibilitada a partir de óculos especiais, por exemplo os Oculus Rift, que simulam uma interface que pode ser tanto ancorada na realidade quanto fantasiosa. Em meio a isso, a pessoa pode interagir com essa interface, simulando ações e movimentos que têm respostas dentro da realidade virtual.

A grande vantagem deste tipo de tecnologia é a possibilidade de uma experiência imersiva. Ela é apontada como o futuro de agências de turismo, imobiliárias e produções de entretenimento (como games, música e cinema) que podem dar a impressão de se estar em um local com bastante verossimilhança.

Diversas marcas já fizeram algumas incursões no mundo da realidade virtual para criar engajamento com seu público e aumentar o seu brand awarness – afinal, esse tipo de tecnologia ainda gera uma incrível quantidade de mídia espontânea.

Dentre elas estão o eBay e a loja australiana Myer. Juntos, eles criaram a primeira loja de departamentos virtual da história, onde você pode testar combinações e ver os mais de 12 mil produtos em tamanho real.

Outro bom exemplo é da sueca Volvo. Em um vídeo que deveria ser visto com o Google Cardboard, os usuários poderiam fazem um test drive virtual no SUV XC90. A simulação passava por estradas de Vancouver, no Canadá.

Já a prefeitura da cidade do Porto, em Portugal, utilizou as possibilidades da realidade virtual como chamariz para o turismo da cidade. Por meio de um aplicativo, era possível fazer um tour pela cidade.

O que é realidade aumentada?

Diferentemente da realidade virtual, a realidade aumentada trabalha diretamente com o mundo real, uma vez que ela não cria outra realidade, apenas espelha elementos multidimensionais em meio à realidade existente.

A tecnologia é baseada em uma câmera que é capaz de transmitir imagens em tempo real a um software e, assim, captar elementos ou localizações geográficos que ativem a inserção de outros em uma tela ou no próprio ambiente. Os hologramas são o exemplo mais conhecido deste tipo de possibilidade, assim como o Google Glass, alguns QR Codes e mais recentemente o game Pokémon Go.

E muitas empresas também já utilizaram essas possibilidades para chamar a atenção de clientes e prospects. A revista National Geographic fez uma experiência bem interessante em Londres, em 2011. Por meio de realidade aumentada ela permitiu que as pessoas pudessem ficar um pouco mais perto da realidade retratada mensalmente nas publicações.

A ONG alemã brand.david também fez uma campanha usando realidade aumentada para trazer atenção ao tema de violência doméstica e como ela é normalmente escondida na vida cotidiana das mulheres.

Outro exemplo interessante foi a feita pela Band.Aid voltada para o público infantil. Em uma ação promocional dos curativos com temática dos Muppets, as crianças podiam brincar com os personagens em tablets e smartphones.

 

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